Olá! Tudo bem? Esse blog faz parte da Chakalat.net e esse post fala sobre Tratamento para Disfagia inclui exercícios musculares e adaptações na dieta.
É muito importante salientar que é uma condição relacionada a alguma doença ou alteração de base. Podemos fazer um paralelo com a febre: ela não vem sozinha, mas sim associada a uma doença, como acidente vascular encefálico (AVE), Alzheimer, Parkinson, refluxo gastroesofágico, casos de cirurgia de câncer de cabeça e pescoço, de compressão do esôfafo pela coluna cervical, de Divertículo de Zenker, pós-radioterapia na região do pescoço, pós-intubação orotraqueal prolongada, entre outras condições.
Como funciona nossa deglutição?
A deglutição é dividida em etapas para fins de estudo: fase oral, em que ocorre a captação, a mastigação ou a manipulação do alimento para transformá-lo em bolo alimentar, e a ejeção do mesmo para a orofaringe (ou a garganta). Em seguida, vem a fase faríngea que inclui a movimentação da laringe, o fechamento da via respiratória e a abertura do esôfago e, por fim, a fase esofágica que leva o bolo ao estômago por meio de movimentos peristálticos do esôfago.
Qualquer alteração em uma dessas fases ocasionará dificuldades no processo da alimentação, o que pode acarretar em desnutrição, desidratação e/ou pneumonia aspirativa.
Como citado anteriormente, um dos mecanismos necessários à deglutição é o fechamento da via respiratória - e quando esses movimentos não estão coordenados, ocorre entrada de alimento, saliva ou secreções na via respiratória. Chamamos isso de penetração ou aspiração laringotraqueal e a consequência disso é a complicação pulmonar.
Tratamento fonoaudiológico para disfagia
O profissional capacitado para avaliar e reabilitar o processo de deglutição é o fonoaudiólogo. Esse profissional irá avaliar o paciente e por meio de um atendimento especializado e personalizado poderá realizar adaptações na dieta, introduzir exercícios musculares ou treinar manobras para que a dinâmica da deglutição seja restabelecida ou adaptada no caso das alterações anatômicas, por exemplo.
As adaptações na dieta modificam a preparação dos alimentos que serão ofertados aos pacientes. O fonoaudiólogo, após avaliação, irá orientar os cuidadores quanto às consistências alimentares, que são classificadas em pastosas, semi sólidas, sólidas e líquidas. Entre elas, podemos subclassificar como alimentos heterogêneos ou homogêneos.
Também é comum utilizar diferentes consistências de líquidos: líquido ralos, líquido néctar ou xarope, líquido mel e líquido pudim. Para melhor elucidar essa nomenclatura, podemos exemplificar como alimentos heterogêneos os alimentos que são constituídos por duas consistências, como a canja, que tem um caldo ralo, classificado como líquido fino, e pedaços de frango desfiado, classificado como alimento sólido. Quanto aos alimentos homogêneos, podemos descrevê-los como alimentos que mantêm um aspecto só, sem pedaços ou grãos, como um creme.
Além disso, a maneira com que o alimento é ingerido também importa, sendo padronizado o volume de ingestão (quantidade por garfada e por refeição), a velocidade de oferta (intervalo entre as garfadas), o posicionamento do corpo, o utensílio utilizado, o local onde a refeição é realizada, os estímulos ou distratores ao redor, entre outros aspectos.
A terapia fonoaudiológica também envolve exercícios musculares para melhorar a força e a mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios e da musculatura da garganta, a elevação laríngea, a coordenação respiração-deglutição e o fechamento laríngeo. Cada um desses parâmetros, entre outros, que englobam a atuação fonoaudiológica dentro da disfagia, devem ser adaptados segundo a patologia de base do paciente, estado de alerta, comorbidades e considerando os resultados da avaliação do processo de deglutição, sendo o trabalho individualizado e personalizado.
A duração do tratamento depende muito da doença de base (que deve ser investigada por um médico) e do nível de envolvimento do paciente. Nas doenças neurológicas progressivas, muitas vezes o trabalho tem o objetivo de adaptar uma dieta e manter a função de deglutição segura pelo máximo de tempo possível. Pode ser necessário que o paciente faço acompanhamentos periódicos para o fonoaudiólogo sempre reavaliar a função de deglutição ou que mantenha seus exercícios a longo prazo.
No caso de disfagia pós intubação orotraqueal, por exemplo, a reabilitação costuma ser rápida e em poucas semanas de atendimento semanal a pessoa já restabelece o padrão de deglutição normal.
Espero que você tenha gostado da nossa abordagem.
Se você for profissional da saúde, conheça a página que a Quero Conteúdo oferece com materiais gratuitos. Clique aqui .
Você também pode ter informações sobre Cursos Online para Profissionais da Saúde clicando aqui!
Se você quiser receber notícias sobre saúde em geral, entre nos grupos do Whatsapp e no grupo do Telegram.
Nenhum comentário