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Diagnóstico da Disfagia Infantil





Olá! Tudo bem? Esse blog faz parte da Chakalat.net e esse post fala sobre Diagnóstico da Disfagia Infantil.




A Disfagia se trata de uma condição médica em que ocorre uma dificuldade para engolir, em qualquer uma das fases do processo de deglutição (Pré-oral, Oral, Faríngea e Esofágica), causada por: uma alteração neurológica (Disfagia Neurogênica) ou na sua estrutura (Disfagia Mecânica), que acaba interferindo no movimento regular e eficaz, necessário para que os alimentos líquidos ou sólidos cheguem até o estômago.

A deglutição é um processo dinâmico, de controle neuromuscular, compreendido por quatro fases. São elas:

pré-oral, oral,faríngea e esofágica.

As duas primeiras são voluntárias e as demais involuntárias. Qualquer distúrbio no controle da deglutição pode acarretar em situações de risco ao paciente, como risco de aspiração pulmonar do alimento ou casos de acometimento nutricional. A identificação e o controle do distúrbio da deglutição devem ser trabalhados de maneira interdisciplinar, com auxilio dos avanços tecnológicos e aprimoramento das equipes que atuam com esses pacientes.


Para uma deglutição correta, é necessário um funcionamento complexo dos diversos controles das quatro fases, antes, durante e após a deglutição, para transportar os alimentos da cavidade oral até o estômago. Qualquer comprometimento em uma dessas fases pode gerar dificuldade de deglutir, também chamada de disfagia.  Esse será o tema abordado neste post.

A disfagia pode ser neurogênica ou mecânica.

A Disfagia Neurogênica engloba, de maneira geral, pacientes com alguma doença neurológica (encefalopatias crônicas, paralisias cerebrais, síndromes, tumores cerebrais, doenças neuromusculares degenerativas).

Já a Disfagia Mecânica consiste em afecções na estrutura facial e aerodigestiva. Alguns exemplos são defeitos congênitos craniofaciais, sendo mais comuns as fissuras palatinas, além de anomalias congênitas do intestino, fístulas traqueoesofágicas congênitas ou traumáticas ou ainda iatrogênicas, hérnia diafragmática e refluxo gastroesofágico.

Estudos mostram que crianças com doença neurológica têm elevados índices de comprometimento da fase faríngea da deglutição, sendo a disfagia neurogênica um importante fator de risco para desnutrição e problemas pulmonares crônicos (em consequência da aspiração traqueal), com alta morbidade.

CAUSAS

Causas não estruturais e de disfunção precisam também ser consideradas. Como exemplo, a compressão externa no esôfago devido à pressão da traqueia ou do brônquio esquerdo, por consequência de anel vascular ou por aumento de câmaras cardíacas. Em quadros de disfagia aguda na infância, deve-se considerar processos infecciosos e inflamatórios, que por conta de dor e presença de secreção espessa acometendo vias aéreas, atrapalham a respiração nasal e, consequentemente, a deglutição. E não podemos nos esquecer de corpos estranhos na via aerodigestiva.  

FATORES DE RISCO

Prematuridade, baixo peso ao nascimento, anomalias congênitas, asfixia perinatal, sepse, necessidade de cirurgia já nos primeiros meses de vida, internação prolongada, necessidade de UTI neonatal ou pediátrica são fatores de risco importantes na infância e que podem acompanhar a criança por longo período, levando a consequências para o desenvolvimento e para habilidades neuropsicomotoras, inclusive contribuindo na recusa alimentar por parte da criança, o que pode tornar-se um enigma complexo para profissionais da saúde que lidam com distúrbios da alimentação.

Nas manifestações da disfagia, são observados alguns sintomas comuns:

náuseas e vômitos,
recusa alimentar,
irritabilidade durante a alimentação,
escape oral,
regurgitação nasal,
tosse durante a alimentação,
engasgos
e até sufocamento com cianose.

É papel do médico (pediatra ou otorrinolaringologista) questionar os pais ou responsáveis como é o comportamento da criança com sua alimentação, o tipo de alimento que está comendo e se está adequado à sua idade. Isso deve ser feito desde os primeiros dias, quando do aleitamento materno, mas também nos meses seguintes durante a introdução da papa e alimentos sólidos. Considerar também relevante a presença de comorbidades na criança, principalmente algum acometimento neurológico. E, caso não haja morbidades ou queixas pelos responsáveis, avaliar em consulta o padrão da deglutição de saliva da própria criança ou da deglutição de alimentos, já que é comum a criança entrar no consultório médico comendo algum biscoito ou bolacha ou outro alimento.

Se na consulta com o pediatra for observada babação – e não necessariamente sialorréia -, principalmente em crianças hígidas, é essencial avaliar o padrão respiratório, pois isso pode ocorrer em alguns casos de hipertrofia de cornetos nasais e/ou hipertrofia adenoideana e/ou amigdaliana, que acarretam padrão respiratório oral com hipotonia da musculatura orofacial. Nesses casos, encaminhar ao médico otorrinolaringologista para uma avaliação criteriosa.

Quando são percebidos, é fundamental que procurem a ajuda médica para que a identificação da Disfagia Infantil seja feita. E, na maioria dos casos, o diagnóstico preciso envolverá a análise de uma equipe multidisciplinar, que poderá ser composta pelos seguintes profissionais:

  • Neuropediatra;
  • Fonoaudiólogo;
  • Otorrinolaringologista;
  • Gastroenterologista.

Espero que você tenha gostado da nossa abordagem.

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